CMP Sindicato realiza reunião do Conselho de Representantes

Na tarde de ontem (26), o CMP Sindicato realizou a reunião mensal com o Conselho de Representantes, na qual participaram 37 escolas municipais. Apesar de termos uma longa pauta para o encontro, o debate se concentrou na questão da sobrecarga de trabalho, assunto trazido ao sindicato cotidianamente pelos colegas que entram em contato conosco.

É gritante o fato de que os professores municipais chegaram ao seu limite! Essa constatação chega das mais diversas formas: relatos sobre a lista interminável de tarefas solicitada pela Secretaria de Educação, que não cabe na carga horária do educador; sobre o cansaço extremo e a falta de motivação na profissão que sempre amaram; sobre a impotência de poder priorizar este momento para trabalhar as defasagens dos alunos, após o longo período longe da escola durante a pandemia, já que precisam ocupar seu tempo preenchendo relatórios, tabelas, alimentando a plataforma e o sistema; sobre o adoecimento que se tornou comum entre os docentes, pois estão sobrecarregados; sobre a dificuldade de trabalhar com turmas superlotadas, sem monitores para os alunos com deficiência e, no caso da educação infantil, sem assistentes; sobre a falta de autonomia das escolas para decisões básicas, que fazem parte da rotina escolar.

Foram muitos relatos, que coincidem com os que recebemos diariamente, por meio de mensagens, telefonemas, nas visitas que fazemos às escolas. Não só os professores, mas também a equipe de gestão afirma estar exausta, sentindo-se desamparada. Chama a atenção as falas de colegas que estão há mais tempo no magistério, e conseguem comparar diferentes períodos vividos na rede municipal. Numa delas, o professor afirma que, nos mais de 20 anos na escola, nunca presenciou um momento com tantas demandas, que inviabilizam o trabalho docente, deixando os professores exaustos, sem conseguir desenvolver o trabalho pedagógico que sempre fizeram, deixando a sensação de que somos apenas executores de ordens.

Essa opressão sentida pela categoria em geral precisa ter fim, nossos colegas estão pedindo socorro. Com base nesses relatos, o setor jurídico do CMP Sindicato está tomando as medidas cabíveis para reverter esse quadro e garantir ao professor que não realize funções extras ao seu papel de educador.

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