Na manhã de ontem (24), as diretoras Débora Soares, Fabiana Zonta e Geniane Dutra, estiveram presentes na reunião da Comissão de Valorização dos Profissionais da Educação. O encontro aconteceu no Plenarinho da Câmara de Vereadores, e teve como pauta a data-base do magistério.
Na ocasião, a diretora Geniane apresentou uma análise das perdas salariais acumuladas que as(os) professoras(es) vêm sofrendo desde o período de 2010. Em 2018, o salário passou a ficar abaixo do piso nacional da categoria, já em 2022, a defasagem salarial ultrapassa R$1.100,00 na referência de uma jornada de 20 horas. Em 2026, a discrepância aumenta para R$1.500,00: o resultado de anos de arrocho salarial, congelamentos e reajustes insuficientes.

Nossas(os) professoras(es) perderam de forma significativa seu poder de compra e sua saúde mental. A carreira de educador não é mais atrativa: no ano passado, 22 docentes se exoneraram de seus cargos, neste ano, já são seis exonerações. O valor de reajuste de 9,6% estabelecido pela categoria em assembleia por meio da média dos últimos índices do piso é justo, mas devido as perdas acumuladas a partir de 2017, se faz necessária a construção de um Plano de Recuperação Salarial que resgate e corrija o que foi perdido nos últimos anos.
Além disso, a data-base do magistério trabalha com índices próprios balizados pelos dados da educação e não pela inflação, ou seja, é preciso que nossas singularidades sejam vistas no momento das discussões da data-base. Precisamos de uma mesa de negociação permanente, que considere nossas particularidades, e valorização real na nossa carreira.
Reconhecimento não é privilégio, é valorizar quem sustenta a educação pública!