Trabalhadores do campo e da cidade dialogam sobre desafios e perspectivas

Professores e trabalhadores rurais debatem cenário político

Na manhã desta terça-feira (06) a direção colegiada do Sindicato dos Professores Municipais de Passo Fundo, através dos professores Eduardo Albuquerque, Regina Costa dos Santos e Tiago Machado, esteve presente em uma formação organizada pela regional Passo Fundo do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, que integra a FETAG – RS.

O CMP Sindicato foi responsável por ministrar o debate realizado no turno da manhã. Os professores dividiram com os presentes a experiência sindical da entidade que atuou por 30 anos como associação antes de se tornar oficialmente sindicato, em 2018. Eduardo, Regina e Tiago ainda retomaram a história do movimento sindical no Brasil e refletiram sobre os desafios e perspectivas das lideranças sindicais diante da atual conjuntura.

“O sindicalismo vive uma crise intensa no Brasil atual. É fundamental para a sua sobrevivência que todos os sindicatos, independentemente de quais trabalhadores representam, se aproximem e façam um diálogo em que as soluções para as suas questões mais importantes possam ser alcançadas. É sempre bom lembrar que independente da categoria todos são trabalhadores e como tal estão sofrendo ataques organizados por parte do capital e precisam igualmente estar organizados, ” destaca Albuquerque.

A atividade recebeu produtores rurais, em sua maioria pequenos produtores, que são lideranças sindicais dos trabalhadores do campo em diversas cidades da região norte do estado. Na abertura da atividade que contou com reflexões, músicas e debate, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Casca e coordenador regional da FETAG-RS, Nauro Valentim Nizzola, a formação foi um dia para sair dos assuntos rotineiros da categoria.

“É o momento de pensarmos, juntos para sairmos daqui fortalecidos, em que sociedade vivemos, quem nós somos como sindicalistas, porque estamos aonde estamos, quantas coisas já vivemos no movimento sindical. Quantas vezes precisamos mobilizar por interesses, necessidades de uma multidão que como sindicalistas representamos? ” indaga o agricultor.

Em seguida os educadores do Instituto Vivere, Leomar Fernando Mathias e Sharle Edson Capeletti, pontuaram a necessidade de os líderes sindicais manterem-se em movimento. “O movimento está na essência do sindicalismo. Temos a necessidade (e o desafio) de conscientizar as pessoas sobre a produção dos alimentos.  Qual o valor que eu recebo por produzir aquilo que todo mundo precisa para sobreviver -o alimento- ” contestaram.

Os participantes, questionados sobre quais os desafios que percebem que o movimento sindical tem a enfrentar, foram unânimes nos apontamentos. Para os pequenos produtores as maiores preocupações ainda giram em torno do desinteresse da juventude em seguir com a vida no campo, bem como a dificuldade de mobilização da categoria diante da atual conjuntura. Perda de direitos, desmoralização dos sindicatos e falta de consciência de classe também foram destacados como pontos a serem revertidos, através de muito trabalho, pelas organizações de luta dos trabalhadores.

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