Onde está a valorização dos professores?

Nos últimos dias, temos visto publicações enaltecendo o bom resultado alcançado pela rede municipal de ensino em um indicador estadual, que é usado para avaliar o desempenho das cidades gaúchas a partir de avaliação feita com alunos do ensino fundamental. Mais uma vez, vemos o trabalho dos docentes ser usado como vitrine para projetar o executivo municipal. Certamente, todos gostamos de ter nosso trabalho reconhecido, no entanto, além disso, queremos ser respeitados e valorizados.

Todo início de ano enfrentamos uma nova batalha em busca do repasse do percentual do piso nacional do magistério, o que há anos não ocorre em nosso município. Recentemente, fomos surpreendidos com um projeto de lei enviado à Câmara em regime de urgência, que ataca nosso plano de carreira, além de colocar em risco nossa aposentadoria. Isso sem falar na sobrecarga de trabalho que tem levado os professores municipais ao adoecimento, com inúmeros instrumentos a serem preenchidos, projetos e avaliações diversos, salas lotadas, falta de monitores e toda ordem de dificuldade enfrentada nas escolas.

Diante desse quadro, deixamos alguns questionamentos: Até quando vamos permitir calados tantos ataques, seja no que diz respeito ao desmonte de nossa carreira, seja no adoecimento – físico e mental – a que nossa categoria vem sendo submetida devido às condições de trabalho?

Até quando vamos aceitar todos os projetos, feiras, competições e outras atividades criadas a cada dia, que servem, em última instância, como propaganda de governo? Até quando permitiremos que usem a qualificação do nosso trabalho para promover a administração municipal, enquanto temos que lutar diariamente para que não retirem os direitos que nos restam? Até quando?

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