CMP Sindicato se reúne com gabinete administrativo para tratar da vacinação de professores

Representantes sindicais começaram a montar sua sede em frente a Prefeitura de Passo Fundo no turno da manhã

Ontem (17), a direção colegiada do CMP acampou em frente à Prefeitura de Passo Fundo para tratar da imunização de professores, categoria que ainda não foi colocada como prioridade na fila para a vacinação. Os diretores Eduardo Albuquerque, Geniane Dutra e Tiago Machado, em conjunto com a vereadora Regina Costa dos Santos, se reuniram com o chefe de gabinete Fernando Bicca, com secretário de administração Fernando Boeira e com o vereador Evandro Meirelles para esclarecer suas preocupações a respeito do retorno presencial sem a imunização da comunidade escolar.

Desde o dia quatro de maio, data que iniciou a retomada, o número de casos de coronavírus subiu consideravelmente. O sindicato entende que a volta não é a única razão do aumento, porém, é preciso colocar que a situação expõe os profissionais ao vírus.

Segundo Eduardo Albuquerque, o encontro aconteceu na intenção de alertar para os riscos que os educadores correm ao voltar ao modelo presencial sem estarem vacinados. “A situação é a grave, e, nesse momento, queremos que o governo municipal lance uma proposta de imunização dos trabalhadores da educação”.

Para a vereadora Regina, é preciso pensar estratégias que mudem o cenário de desvalorização dos professores e professoras, além de criar uma equipe multiprofissional de fiscalização que auxilie no cumprimento dos protocolos de segurança dentro das escolas.

De acordo com os representantes sindicais, o CMP compreende que não há vacinas para todos, no entanto, é de amplo conhecimento que algumas doses sobram ao final de cada ciclo. Apesar de não ser a solução ideal, dada a realidade do Brasil atual, a proposta é de que a vacinação dos docentes comece com esses imunizantes, como já ocorre em alguns municípios do Rio Grande do Sul.

Após a reunião, um ato em defesa da vacina foi realizado em conjunto com o CPERGS, e contou com a presença da presidente do Conselho Municipal de Saúde, Leonilde Zamuner, e de representantes políticos como Eva Valéria (PT), Arthur Bispo (PSTU) e Orlando Marcelino, presidente do CPERGS.

O sindicato também entregou durante à tarde (17) o ofício que expõe a proposta ao presidente da Câmara, Rafael Colussi. O gabinete administrativo se coloca a disposição dos professores e afirma também considerar o magistério classe essencial.

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